Arqueofeminismo

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A história das mulheres na filosofia é marcada por numerosos desequilíbrios, dos quais o mais evidente - sua longa, muito longa ausência - tende a esconder os outros.

Sabemos, é claro, que, desde a Antiguidade e até o século XX, a sociedade patriarcal europeia reservou o estudo das letras a seus rebentos machos, de modo que principalmente a literatura e a filosofia acabaram sendo atividades reservadas aos homens.

O monopólio da educação, da escrita, do debate, da publicação, manteve a maioria das mulheres longe dos conceitos filosóficos e daquilo que eles trazem de alegrias especulativas, de esforços literários e de lampejos libertadores. Mas não todas. Se voltarmos longe na história, encontraremos vestígios de numerosas mulheres cujos pensamentos, e às vezes os escritos, marcaram sua época.

Se, com frequência, essas exceções não encontraram espaço na história da filosofia, é em parte porque a Grande Narrativa continua a ser uma história de homens, feita por eles e para a sua própria glória. Ao reequilibrar a maneira de contar a história da filosofia, não se está negando a realidade da dominação.

Trata-se de superar o silêncio com o qual uma história exclusivamente masculina quer recobrir as importantes contribuições trazidas ao pensamento pelas mulheres e pelas questões levantadas por elas.

Reunimos neste volume textos escritos por duas mulheres, Marie de Gournay e Olympe de Gouges, que estão entre as maiores intelectuais dos séculos XVII e XVIII, assim como três textos escritos por homens, François Poullain de la Barre, Choderlos de Laclos e Nicolas de Condorcet, que defenderam, na teoria e na prática, a legitimidade das mulheres participarem da vida pública, da política e do meio intelectual. Ao descobri-los, encontraremos os meios de contar uma outra história da modernidade, e até mesmo uma outra história do “feminismo”.